Capitalismo – Além da História de Amor

Seja numa conversa comum entre pessoas ou em algum documentário de Netflix, percebo que as pessoas realmente não entendem o porquê do capitalismo ter dominado o mundo, o porquê deles adoraram ele ao mesmo tempo em que ele os explora.

Spoiler: Não explora. kek

O Capitalismo é nada mais do que um sistema livre em que pessoas ou grupos de pessoas, as empresas, podem trocar bens e serviços. A partir do momento em que o ser humano percebeu que produzir um pouco de tudo que precisaria no seu dia-a-dia não é possível, ele se dedicou a produzir um pouco de determinado produto, seja batata, cenoura, potes ou pão e trocar o excedente com outras pessoas que produziam outros produtos ou aceitavam os produtos pra realizar um determinado serviço. Isso era um sistema muito confuso, e só conseguiu se coordenar melhor após o uso do dinheiro como meio de troca. Um vale reconhecido por toda a população, ou pelo menos a parte economicamente ativa dela. Quando se percebe a necessidade de investir o lucro obtido na troca em produzir mais, temos a origem do capitalismo.

O Capitalismo não é exercido em todos os lugares que dizem que ele existe, por um único motivo: A liberdade do sistema.

Do mesmo jeito que estupro não é sexo e uma resposta dada sobre ameaça não é voluntária, o sistema corporativista, mesmo que superficialmente se assemelhe ao capitalismo, não é capitalista.

Mas chega de enrolar, deixa eu explicar o motivo do Capitalismo ainda ser o melhor sistema econômico que conhecemos.

O ser humano é complexo, o nosso dia-a-dia, os produtos que usamos e gostamos, os serviços que prestamos e usamos, as relações que temos com outras pessoas, com empresas, nossas empresas, com o nosso meio-ambiente e com com nós mesmos. O sistema é complexo demais pra ser estruturado e planejado inteiramente por uma pessoa ou um grupo pequeno de pessoas no poder. O que podemos fazer é intervir em pontos que teoricamente precisam de intervenção e torcer pelo melhor.

Se o sistema é tão complexo e humanos são, por natureza, seres ambiciosos, não podemos torcer pelo coletivismo e pela bondade de cada indivíduo, mas podemos usar esse lado do ser humano para o bem dos outros.

A ambição, a vontade de lucrar é inerente ao homem e não deve ser controlada, mas redirecionada de um modo que favoreça o coletivo. Esse meio de controle é a livre concorrência. A Concorrência traz a necessidade do vendedor, quem oferta um produto ou serviço, abaixar o seu lucro ao máximo pra conseguir a venda, ou perde pro outro. Além da necessidade de oferecer o menor preço, também entram em cena outras variáveis, como a propaganda e a qualidade do serviço.

Monopólios só existem de dois jeitos, o jeito voluntário e o coercitivo. O voluntário é quando o monopólio existe pois oferece um serviço/produto tão melhor e/ou mais barato que sua concorrência, que quem demanda esse serviço/produto só utiliza este. Um caso disso é o Google. O Google até tem concorrência, mas não precisa ficar tão ligado nela, pois está tão distante dos seus concorrentes que pode ser praticamente considerado um monopólio. Qualquer outro tipo de monopólio ou oligopólio além desse é péssimo, pois não deixa a ambição ser usada para o bem de todos.

Quando uma empresa é estatal, ela não precisa necessariamente de lucro, pois o Estado já se alimenta dos nossos impostos (assunto pra outro post) e ele dita as regras do mercado. O Estado pode aumentar a burocracia para a criação de uma empresa e se manter no topo do mercado, com um preço e um serviço insatisfatório. Ou pode não criar estatais, burocratizar a concorrência de uma empresa privada e fazer parceria com ela, fingindo ainda por cima ser um sistema capitalista. Qualquer semelhança com toda a putaria que acontece atualmente no Brasil não é coincidência.